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A Saucerful of Acid

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8 de jun. de 2015

Quarto Astral - Universe in Flames (2015) & Na Quinta Dimensão (2014)

Universe In Flames



A banda pernambucana Quarto Astral  trabalha com uma viagem bem experimental e pesado do rock psicodélico/progressivo, conhecido como Stoner Rock. Agora em 2015 o trio lançou um novo single, intitulado “Universe In Flames“, que irá estar presente no próximo álbum do grupo que, no momento, está em produção.




Na Quinta Dimensão (2014)


Nesse álbum eles buscam explorar o rock em sua essência, sob forte influência do início talvez de sua história: psicodelia, rock n' roll e progressividade 'reggaedas' com muitos solos de guitarra e improvisos, sem o rumo tradicional de início, meio e fim, mas sim com um início... e um fim na hora certa. As letras tratam do elemento natural e humano, suas interferências e discrepâncias, das quatro dimensões universais, indo além da realidade e do misticismo, cantadas em inglês e português...

Faixas:

1. Falta de Ar
2. Travação
3. Tremor
4. Virgem
5. Boa Noite


22 de jan. de 2015

A HORA E A VEZ - O livro que conta a história d'Os Mutantes em fotos!

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18 de jan. de 2015

Made in Brazil - Made in Brazil (1974)



Ao colocar no mercado seu primeiro registro em vinil, no ano de 1974, o Made in Brazil disputava a luz dos refletores com nomes consagrados como Secos e Molhados, O Terço, Casa das Máquinas, Joelho de Porco, Som Nosso de Cada Dia, Mutantes e uma infinidade de outros, que contribuíram com generosas doses para a consolidação do cenário roqueiro tupiniquim como um dos melhores, mais vibrantes e aguerridos do mundo.
O disco em questão, que levava apenas o nome da banda, alusão clara ao produto tipo exportação, ficou mais conhecido como o “disco da banana”, referência sarcástica à marchinha “Yes, nós temos bananas”, composição de Braguinha imortalizada por uma já exótica e americanizada Carmen Miranda nos anos de 1940.
O abalo causado pelo lançamento do “disco da banana” catapultou o Made ao panteão dos grandes nomes do estilo no País. Com um som absolutamente sujo, alto e despretensioso – inspirado em Rolling Stones e no rock dos anos de 1950 – a banda emplacou sons como “Anjo da Guarda”, “Aquarela do Brasil” e “Tudo Bem, Tudo Bom”, que se transformaram em clássicos instantâneos e obrigatórios para entender melhor o fenômeno do rock nacional dos anos 70.
No fim do lado B da bolacha, a emblemática e apoteótica “Uma Longa Caminhada” desfere o último golpe, implacável, deixando atônitos os que ainda insistiam enxergar no rock nacional um artigo de segunda linha.
Com um lirismo simples e pegajoso que retratava o cotidiano do rock paulistano, cada estrofe e refrão receberam ainda um poderoso verniz despudorado da voz rasgada do lendário vocalista Cornélius, que deixaria a trupe na sequência para voltar e sair por uma dezena de vezes nos anos seguintes. Tivesse nascido em qualquer esquina da Inglaterra, Cornélius provavelmente receberia honrarias de chefe de Estado em seu funeral. No Brasil, passou despercebido.
Exatos 40 anos depois, a banda soma incontáveis sucessos, altos e baixos e muita, muita história para contar. De certo, o Made sempre esteve vivo, graças à perseverança do clã Vecchione, desafiando a lógica e perdurando por entre um sem número de tendências musicais com sua arma mais letal: o Rock´n´Roll.

Faixas:
1. Anjo da Guarda
2. A Mina
3. Doce
4. Aquarela do Brasil
5. Intupitou o Trânsito
6. Você Já Foi Vacinado
7. Tudo Bem, Tudo Bom
8. Vamos Todos à Festa
9. Menina Pare de Gritar
10. Uma Longa Caminhada

7 de jan. de 2015

Tudo Foi Feito Pelo Sol (TFFPS) - Mutantes (1974)





Galera, aqui um pouco de progressivo nacional. Apesar do nome "Mutantes", este disco conta somente com o guitarrista e vocalista Sérgio Dias do trio original. Completam o time o excelente Túlio Mourão (teclados), Antônio Pedro de Medeiros (baixo) e Rui Motta (bateria). Como eu disse, é puro progressivo e psicodélico, com faixas longas e solos até dizer chega. Em 1976, Dias lançaria um compacto duplo chamado Cavaleiros Negros ainda com o nome Os Mutantes, decretando em seguida o fim do grupo.
Sérgio conta que o grupo entrou no estúdio, montaram os equipamentos e, em seguida todos tomaram um ácido, menos o Túlio, e contaram 1, 2, 3, 4.... e foi do começo ao fim.

Faixas:

1. Deixe Entrar um Pouco D’Água no Quintal
2. Pitágoras
3. Desanuviar
4. Eu Só Penso em te Ajudar
5. Cidadão da Terra
6. O Contrário de Nada É Nada
7. Tudo Foi Feito Pelo Sol

Download

25 de mai. de 2014

Os Mutantes - o A e o Z (1973)


MUTANTES – O A e o Z
Mais uma deliciosa dose de psicodelia! Este disco é de 1973 e é sem dúvida um dos mais doentes dos Mutantes. Uma boa dica é tomar um ácido e ouvi-lo.
História
A banda criada em 1966, composta por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sergio Dias, começara bem e bem apresentados. Apadrinhados pelo maestro Rogério Duprat, os Mutantes subiram nos palcos dos movimentados Festivais de Música Brasileira de onde só surgiram eternas estrelas. “Os Mutantes, em toda a sua trajetória, delineia profunda simpatia com o psicodélico, acompanhando os movimentos progressivos da época”. Há quem possa afirmar que o rock progressivo é realmente danoso às condições estáveis de sanidade mental. Prova disso são os trabalhos absurdamente executados por bandas como Pink Floyd, Yes, King Crimson e Genesis. Dessas experiências saíram os discos que estremecem os limites próprios de entendimento do ser humano, levando o admirador sair de sua órbita. Foi desse composto experimental totalmente promovido pelo ácido lisérgico (LSD) que os Mutantes executaram “O A e o Z” em ’73. O trabalho progressivo era “demais” para Rita, que já, desajustada em seu relacionamento com Arnaldo, se despede da banda (ou boatos que foi demitida). A gravadora também não simpatiza com a esta última produção e desiste dos Mutantes, passando a focar na trilha solo de Rita. Sem o lançamento do “O A e o Z”, o afastamento de Arnaldo por sua situação critica devido o uso excessivo de ácido, a saída do baterista Dinho e no ano seguinte, do baixista Liminha que seguiu compondo letras e arranjos para o fantástico álbum ''Tudo Foi Feito Pelo Sol''. Assim Os Mutantes começam a perder sua força. Após tentativas de reestruturação, os Mutantes chega ao mais trágico fim no ano de 1978, contando com apenas duzentas pessoas em sua última apresentação, pois a cena punk estava a nascer, e a época de paz e amor já tinha se ido. Em 1992 a banda vira notícia novamente, por boatos que confirmavam a volta da formação original da banda. Na realidade, Sergio Dias convence a PolyGram de lançar o álbum de ’73 e o sucesso foi implacável: Os Mutantes foram conhecidos e reconhecidos como uma das maiores bandas de rock progressivo, por sua versatilidade, dinamismo e criatividade nas eras progressivas da época. O rock progressivo genuinamente Tupiniquim ganha expansões no hall mundial em 1999 após o tardio lançamento do álbum “Technicolor” que havia sido gravado na França há quase 20 anos. Os Mutantes conquistam seu lugar entre “Os 50 Discos mais experimentais de todos os tempos”, ultrapassando Beatles e Pink Floyd.



(foto de Leila Lisboa - 1973) 

O A e o Z e o LSD 
As composições aprofundam no mais pesado do progressivo, com uma musicalidade fortemente marcadas pelo baixo e arranjos alucinados no Hammond. Músicas de duração entre seis a doze minutos, remendadas da mais pura conversação musical entre os instrumentos. Muito me faz lembrar trabalhos executados pela banda YES, Emerson Lake and Palmer e Uriah Heep, da mesma época. As mensagens são sempre intensas. Na faixa “Rolling Stones” por exemplo, uma homenagem ao editor da edição brasileira da revista “Rolling Stone”, que descreve como os integrantes sentiam suas mentes abertas ao conhecimento que a revista trazia para o país (o “s” de Stones foi publicado erroneamente, sendo o verdadeiro título o nome original da revista). A maioria das músicas abusam de instrumentos variados, como Mellotron, Violoncelo, Citara e Violão de 12 cordas, que buscam as variações sonoras, muitas vezes aproximando de ritmos regionais como no duelo de violões encontrado na música “Você sabe”, outras, em variações espaciais que ecoam dignas do experimentalismo encontrado em YES e Pink Floyd, como na faixa “Hey Joe”. A introdução da música “Ainda vou transar com você” é sem dúvida uma sacada prog. ao incrementar elementos da natureza como a chuva e a tempestade. A música, que possui uma sacada blues, traz uma letra divertida e romântica, cheia de simbologia.

O A E O Z (Philips, 1992; gravado em 1973)  


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Faixas:

1- O A e o Z
2- Rolling Stone
3- Você sabe
4- Hey Joe
5- Uma pessoa só
6- Ainda vou transar com você

24 de mai. de 2014

MUTANTES E SEUS COMETAS NO PAÍS DO BAURETS (1972)



1972 é o primeiro ano (chave) do resto da vida do Mutantes. Com o Baurets, Rita Lee dá adeus ao grupo. Mas antes, se une Arnaldo - Dinho - Liminha & Sérgio no álbum mais rock'n'roll. De Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha meu rock'n'roll até Rua Augusta, o disco é uma pauleira (ou lenha, como gosta de nomear Arnaldo Baptista) do começo ao fim. E dá-lhe rock and roll em Dune Buggy, Beijo Exagerado e A Hora e a vez do Cabelo Nascer (esta magistralmente regravada pelo Sepultura. Em contraponto, as suavidades ácidas de Vida de Cachorro e o hit dos hits do grupo Balada do Louco. No setor lisergia, a ópera-surrealista-progressiva de Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets, que inclui uma releitura de Tempo no Tempo / I Once There Was a Time i Thought, do primeiro disco; e a vinheta dadísta Todo Mundo Pastou I e II. Ainda sobre o Baurets, resta dizer que o título do álbum e a canção homônima releem mais um pilar da literatura mundial, o inglês Lewis Carroll, e seu Alice no País das Maravilhas. É, obviamente, o senhor Bill Halley e seu topete chuca e seus cometas.
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Faixas:
1- Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde Que Eu Tenha Meu Rock And Roll
2- Vida De Cachorro
3- Dune Duggy
4- Cantor de Mambo
5- Todo Mundo Pastou
6- Balada Do Louco
7- À Hora E A Vez Do Cabelo Nascer
8- Rua Augusta
9- Os Mutantes E Seus Cometas No País Dos Baurets
10- Todo Mundo Pastou II




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